Estudantes de Medicina Veterinária da Faculdade Católica do Tocantins conheceram na manhã desta quarta-feira, dia 17 de março, um pouco mais sobre o Código de Ética que rege o exercício da profissão. A palestra da presidente do CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins, Márcia Helena da Fonseca foi ministrada on-line devido as medidas de prevenção contra a Covid-19.
Segundo a professora Karina Perehouskei é fundamental abordar o tema, mostrando casos de acadêmicos que realizaram procedimentos que devem ser feitos somente por profissionais formados. “Temos acompanhado com preocupação casos assim em todo o Brasil e ficamos muito felizes em receber a presidente do conselho para falar sobre esse assunto tão importante”, disse
Para a presidente Márcia Helena da Fonseca o Código de Ética é amplo e orienta os profissionais para que procedam da melhor forma possível. “Sem formação exigida a pessoa pode responder pelo crime de charlatanismo. Já o profissional que é conivente com atos de charlatanismo pode responder processo ético e receber punições do Conselho. Tudo isso serve para resguardar a população e a profissão de médico-veterinário também”, explicou a presidente e médica-veterinária.
A Diretoria do CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins encaminhou para publicação a Resolução nº 37 que regulamenta o atendimento veterinário em domicílio. O objetivo é orientar e normatizar o serviço domiciliar, resguardando direitos dos profissionais e dos tutores de animais.
A Resolução esclarece que são vedadas a aplicação de medicamento por via intraóssea em domicílio, realização de cirurgias, internações, uso de tratamentos e aplicações de medicamentos que sejam de uso hospitalar restrito ou coloque sob risco a vida do paciente. O documento também determina que o profissional médico-veterinário não deve permitir que funcionário (que não seja médico-veterinário) faça atendimentos domiciliares.
Outra orientação é que o médico-veterinário, ao observar a necessidade de utilizar equipamentos, técnica ou local específico, notifique por escrito o proprietário da necessidade de encaminhar o animal a uma clínica ou hospital veterinários, devidamente registrado junto ao CRMV Tocantins. “Com isso garantimos que o animal receba o melhor atendimento que possibilite sua total recuperação”, pontuou a presidente do CRMV Tocantins Márcia Helena da Fonseca.
Imprescindível para resguardar o direito do cliente/tutor e do profissional, o preenchimento de prontuário clínico do paciente, seja ele físico ou eletrônico, também é tratado na Resolução. “O prontuário comprova como e quando o atendimento foi feito e se o tutor do animal cumpriu o que foi determinado pelo médico-veterinário. O documento deve ficar arquivado por um período mínimo de cinco anos para qualquer tipo de esclarecimento”, finalizou.
Meio ambiente Sobre os resíduos gerados durante a consulta domiciliar, o médico-veterinário deve fazer prova de que realiza o descarte em local adequado, seguindo a legislação em vigor do órgão competente. “O profissional também deve orientar o tutor sobre a destinação do corpo do paciente, após a ausência de sinais vitais e declarado o óbito do animal”, garantiu Márcia.
Penalidades Caso fique comprovado que o profissional não cumpriu a normativa, ele poderá ser punido, após instauração de processo ético disciplinar no CRMV Tocantins.
Professores e acadêmicos de medicina-veterinária, em pesquisa, encontraram quatro variantes diferentes do vírus SARS-CoV-2, popularmente conhecida como Covid-19, circulando na cidade de Araguaína, a 380 km de Palmas, região Norte do Estado. O estudo foi iniciado dia 08 de fevereiro e coletou aleatoriamente 536 amostras de cidadãos de várias regiões da cidade. Esta é a primeira confirmação das variantes no Tocantins, que ajuda a monitorar o vírus e também podem auxiliar na tomada de decisões dos órgãos de saúde. Os resultados completos serão divulgados na próxima semana.
O professor e coordenador explica que durante o estudo sequenciaram seis genomas, duas são da variante que surgiu no Amazonas e que tem sido considerada a mais transmissível e perigosa por conter uma carga viral elevada. Uma das linhagens está ligada à variante da África do Sul e outras duas ligadas as variantes que surgiram no Reino Unido. A última é de uma sequência que foi identificada no Rio Grande do Sul.
Vale a pena destacar que genomas com mutações semelhantes formam as chamadas “variantes”, “cepas” ou “linhagens” do vírus — que, apesar de abrigar essas diferenças internas, continua sendo o SARS-CoV-2. Os estudos estão sendo realizados em todo o mundo, monitorando se tais mutações dão mais poderes ao SARS-CoV-2 — por exemplo, favorecendo sua capacidade de transmissão ou a gravidade da infecção.
De acordo com o professor e um dos coordenadores das pesquisas, o também médico-veterinário José Carlos Ribeiro Júnior, as pesquisas foram realizadas por docentes e acadêmicos de medicina veterinária, reforçando o papel e a importância deste profissional para a Saúde Pública. “Os sequenciamentos genéticos foram enviados e feitos na UNB. Os primeiros resultados mostraram que as variantes são circulantes no Tocantins e devemos divulgar e alertar a população”, comentou.
Para a presidente do CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins, Márcia Helena da Fonseca, as pesquisas provam a gravidade e rapidez na propagação das novas variantes do vírus, enfatizando a importância dos cuidados de prevenção. “Algumas pessoas duvidavam que já tínhamos linhagens das mutações da África do Sul e Reino Unido circulando por aqui e o estudo mostra que temos sim”, pontuou.
Realização
São responsáveis pelo estudo a Universidade Federal do Tocantins, Universidade Federal do Norte do Tocantins, Universidade de Brasília, em parceria com a Prefeitura de Araguaína, a Aciara – Associação Comercial e Industrial de Araguaína, o SRA – Sindicato Rural de Araguaína e o Ministério Público do Trabalho, que direcionou recursos para a aquisição dos testes de um dos projetos.
Atendendo ao lockdown municipal, determinado pelo Decreto 2.003, de 03/03/2021, estão suspensos os atendimentos presenciais na sede do CRMV Tocantins, no período de 6 a 16 de março. O atendimento on-line e por telefone continua das 12h às 18h, de segunda a sexta, nos canais seguintes canais 63 99107-2564 (celular e whatts), registro@crmvto.gov.br, financeiro@crmvto.gov.br e fiscalizacao@crmvto.gov.br.
Enquanto a situação da pandemia se acalma, o prédio da sede passará por reforma, sendo modernizada e melhor estruturada para a prestação de serviço ao seu público. O prédio foi construído em 1995, e os recursos para a reforma são do Convênio nº 004/2020, do CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária.
Assim que retomado o atendimento presencial, será realizado por meio de agendamento pelo canal https://minhaagendavirtual.com.br/crmv-to e em novo endereço 104 Sul, Centro Empresarial, sala 305.
A partir desta segunda-feira, dia 1º de março, os médicos-veterinários e zootecnistas filiados ao CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins poderão aderir ao plano de saúde Unimed Palmas, com descontos para contratos coletivos. O plano garante atendimento médico-hospitalar (ambulatorial e hospitalar com obstetrícia), com abrangência nacional ou municipal, acomodação enfermaria ou apartamento e ainda com Franquia + co-participação ou co-participação de todos os procedimentos.
Se o filiado já for beneficiário da Unimed Palmas ele poderá migrar com o aproveitamento das carências já cumpridas. Para todos os que aderirem no mês de março será concedida a isenção das carências previstas no contrato, ficando apenas as doenças e lesões preexistentes condicionadas à cobertura parcial temporária.
Podem ser dependentes: cônjuge, filhos menores de 24 anos ou inválidos, e menores (irmãos, sobrinhos e netos do titular) que estejam sob a guarda ou tutela do segurado titular por determinação judicial.
“Oferecer esse tipo de convênio para o filiado era um sonho e foi uma das promessas de campanha. Estamos felizes em ter conseguido realizar, sobretudo neste momento delicado da saúde pública mundial, com o enfretamento da pandemia da Covid-19”, explicou a presidente do CRMV Tocantins Márcia Helena da Fonseca.
Adesão
Os interessados devem se dirigir a Central de Atendimento da Unimed, localizada na Avenida NS-02, próximo à Unicom, munidos de documentos pessoais e carteira profissional do Conselho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da Unimed Palmas 3215-4090.
A ordem de serviço para início da reforma da sede do CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins foi assinada nesta quinta-feira, dia 25, autorizando a empresa ganhadora do processo licitatório, Moreno Construções, a começar a obra. Os recursos para a reestruturação e revitalização do prédio são oriundos do Termo de Convênio nº 004/2020, do CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária e Zootecnia.
A conquista irá beneficiar profissionais e funcionários do Conselho, já que o prédio foi construído em 1995. O objetivo é oferecer uma estrutura adequada para que os servidores possam trabalhar e, consequentemente melhorar os serviços prestados aos médicos veterinários, zootecnistas e empresas cadastradas.
Com a reforma a sede será modernizada, dividindo salas, ampliando espaços, que também receberão novos mobiliários e equipamentos eletrônicos, como computadores e impressoras.
O auditório receberá novas cadeiras e equipamento audiovisual, possibilitando um espaço adequado para eventos, como Seminários Básicos de Responsabilidade Técnica, obrigatórios para os profissionais que pretendem atuar como RT´s.
Uma sala para reuniões também será instalada no andar de cima do prédio, bem como uma sala de apoio para que o médico veterinário e zootecnista possa utilizar para estudo ou pesquisa.
A Diretoria do CRMV Tocantins está em Brasília esta semana participando de um treinamento do CFMV e obtendo melhorias para a gestão. O objetivo é alinhar as ações do Sistema CFMV/CRMVs, sobretudo no que se refere ao seu funcionamento. Estão em Brasília a presidente Márcia Helena da Fonseca, a vice-presidente Railda Marques, a tesoureira Nilda Távora e a secretária-geral Joseanne Cademarttori.
Segundo a presidente Márcia Helena da Fonseca, a oportunidade de trocar experiências e ampliar as melhorias no funcionamento do CRMV Tocantins é enorme. “O aprendizado é sem precedentes e poderemos repassar serviços prestados de maior excelência para os médicos veterinários e zootecnistas. E além disso, conseguimos alinhar demandas que serão aplicadas no CRMV-TO, com o apoio técnico e institucional do CFMV”, comentou a presidente.
A reforma da sede, atualização de Resoluções e os próximos eventos do Conselho, foram alguns dos assuntos debatidos na 294ª Sessão Plenária Ordinária, que aconteceu na tarde desta segunda-feira, dia 22, de forma on-line. A reunião contou com a participação dos conselheiros Thiago Tardivo, Luís Flávio Botelho, Giliarde de Almeida e Deusineide Sousa Fonseca e da presidente Márcia Helena da Fonseca e da tesoureira Nilda Távora, que também analisaram pedidos de homologação de inscrições provisórias e definitivas, além de cancelamentos de inscrições.
Também foi discutida a minuta da Resolução Estadual que vai regular o atendimento médico-veterinário de animais em domicílio no Tocantins. “Esta Resolução vai orientar e esclarecer o profissional sobre o atendimento em domicílio, como por exemplo, descarte apropriado de resíduos biológicos, preenchimento de prontuário clínico, seja físico ou eletrônico, e arquivamento por período de cinco anos”, comentou a presidente do Conselho Márcia Helena.
“É preciso deixar bem claro aos profissionais o que pode e o que não pode ser realizado, garantindo à sociedade um atendimento correto e resguardando o profissional também”, pontuou Márcia, acrescentando que a minuta segue para ajustes finais e em breve será publicada, quando mais detalhes serão divulgados no site e redes sociais do Conselho.
Duas pesquisas 100% coordenadas e executadas por médicos veterinários e estudantes de veterinária da UFT – Universidade Federal do Tocantins, da cidade de Araguaína, a 380 km de Palmas, estão chamando a atenção dos tocantinenses. Os estudos epidemiológicos são inéditos, começaram no dia 08 de fevereiro, e irão coletar amostras de 600 voluntários, com o objetivo de mapear o real nível de infecção por Covid-19 na cidade.
De acordo com o professor, coordenador das pesquisas e membro do Programa de Pós Graduação em Sanidade Animal e Saúde Pública (PPGSASPT) José Carlos Ribeiro Júnior, toda a parte laboratorial e epidemiológica das pesquisas serão executadas exclusivamente por médicos-veterinários e acadêmicos. Para a coleta de material humano, as pesquisas contam com a colaboração de um técnico de enfermagem e de duas enfermeiras. “Vamos realizar a análise sorológica do nível de infecção dos pacientes positivos para Covid -19, e também uma pesquisa da fase aguda de infecção, descobrindo quem está com a Covid ativa”, explicou o professor, garantindo que “os dados poderão embasar políticas públicas e fundamentar o plano de vacinação municipal”.
Além disso, segundo José Carlos Ribeiro Júnior, as pesquisar vão colocar Araguaína em lugar de destaque no contexto nacional, levantando dados tanto para o Serviço de Saúde quanto para a gestão estratégica e epidemiológica de outras doenças de etiologia viral.
A presidente do CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins, Márcia Helena da Fonseca, elogiou o trabalho dos estudantes e médicos -veterinários e foi voluntária, cedendo amostras para os estudos. “É uma doença nova e com os casos assintomáticos e de sintomas leves, os órgãos de saúde não têm uma noção real de quantas pessoas foram contaminadas pelo vírus. É fundamental pesquisas como essa para que possamos esclarecer ainda mais como o vírus age”, explicou ela.
As pesquisas estão sendo realizadas em um stand do Parque de Exposições da cidade. O projeto segue um modelo matemático com amostragem superior à quantidade mínima necessária para uma cidade com 180 mil habitantes. O método dividiu Araguaína em cinco regiões e deve aplicar mais testes em áreas que houver mais moradores por metro quadrado. O nível de confiança do estudo é de 95%. Para tanto, serão usados dois testes diferentes, o Elisa, que usa amostra de sangue para reações antígeno-anticorpo detectáveis, e RT-PCR, que usa coleta de mucosa por swab.
Realizadores São responsáveis pelo estudo a UFT, em parceria com a Prefeitura de Araguaína, a Aciara – Associação Comercial e Industrial de Araguaína, o SRA – Sindicato Rural de Araguaína e o Ministério Público do Trabalho, que direcionou recursos para a aquisição dos testes de um dos projetos.